Acordei umas 7:00. Estava um pouco ansioso. Da última vez que eu participara da seleção de estágio, as coisas não saíram conforme o esperado. Vesti uma camisa branca, jeans e um tênis com cara de sapato. A rua já estava movimentada e uma brisa matutina rolava pelo ar. O sol já reinava, em meio a um céu límpido e azul. Típica manhã, bela manhã. Não fosse pelo frio-na-barriga, eu pararia e admiraria as obras do Criador. Ainda que meu foco estivesse na entrevista, recordei-me do telefonema do dia anterior e de como a expectativa sobre uma possível contratação se fazia crescente.
Há algum tempo parei de sonhar. Minhas expectativas sobre o futuro, por um certo tempo, não foram correspondidas da forma esperada, o que gerou, em algum lugar de mim, um pessimismo crônico. Talvez, devido a grandes decepções, optei por ser um negativista, alguém que estava ali, sempre, esperando o pior. Isso não é um negócio legal, pelo contrário, é chato. Minha vida com Deus foi afetada e, por vezes, deixei de ver Deus como esperança, mas como alguém que não compreendia os meus sonhos e os meus sentimentos, meu carrasco. Afinal, se Ele se importasse, as coisas, talvez, teriam tomado rumos diferentes; segundo o meu ponto de vista, é claro.
Fiz um parênteses somente para situar o leitor a respeito das minhas expectativas; sobre como que, ainda que pessimista, a gente leva ali no âmago um pequena reserva de esperança. Ninguém é pessimista o suficiente para não esperar algo melhor no futuro. Dizem as más línguas que essa categoria de pessoas é chamada de "classe média". Enfim, deixemos as reminiscências introspectivas de lado e voltemos à narrativa.
Cheguei ao saguão principal do prédio da FIEMS, onde alguns poucos candidatos se acomodavam nas poltronas disponíveis. Lembrei-me que da última vez que fizera a seletiva, o número de candidatos/vaga era maior, o que me deu um ânimo a mais. Sentei-me. Puxei o "Mundo é plano" para que a tensão pudesse se esvair na leitura. No entanto, pensei que essa atitude de ler antes de uma entrevista pudesse soar como arrogância. Então, optei por abortar a tentativa de distração e tentar me concentrar nos possíveis testes seletivos. Às 8:30 em ponto, a pessoa responsável pela seleção pediu para que os candidatos a seguissem até uma outra sala. A psicóloga era a mesma que havia me reprovado na vez anterior, no entanto, pensei: "talvez, dessa vez, ela me aprove". Acomodei-me numa das cadeiras enquanto ouvia a algumas instruções referentes ao estágio. Descobri que havia duas vagas de estágio para rapazes e apenas uma vaga para as moças. O que me animou, já que, somente, cinco homens participavam da seleção.
O clima era leve, apesar da tensão. Havia ali vários tipos de candidatos. Uma mulher com seus 38 anos disputava a vaga de estagiária com uma garota de cabelos longos, enquanto um rapaz meio desinteressado, um tanto sonolento, se escorava na parede fria-creme. Contrastes de uma estranha seleção. A psicóloga se pôs a trabalhar e iniciou uma maratona de testes. Devo ter escrito umas 3 redações, participado de umas 2 dinâmicas em grupos e feito uns 4 testes. Bastante coisa para duas horas. Saí do teste com a consciência leve, sabendo que o melhor havia sido feito.
Voltei para casa, descansei o resto da tarde e tirei um cochilo. Acordei com o telefone tocando. Atendi.
- Gostaria de falar com o Raphael Akamine.
- Pois não.
- Então, gostaria de convocá-lo para a segunda fase da nossa seleção aqui na FIEMS. Ela será na segunda-feira às 13:20. Tudo bem para você?
- Tudo sim. Estarei lá, obrigado. - falei com tom de alegria e surpresa.
Grandes esperanças. Plágio-Dickens. Tudo ficaria para a semana que vem, em dia de sexta-feira, poucas coisas se resolvem.
domingo, 31 de maio de 2009
quinta-feira, 28 de maio de 2009
terça-feira, 26 de maio de 2009
Capítulo 1 - O jejum
"Há mais mistérios entre o Céu e a Terra do que sonha a nossa vã filosofia." Atrevendo-me a citar Shakespeare, começo o primeiro capítulo de uma série sobre esse sentimento que por vezes tem me guiado, o saber. É um sentimento da existência de Alguém em algum lugar que, sensivelmente, diz-me: estou contigo por onde quer que andares; oberdece-me e verás minha destra fiel.
Tudo começou com um jejum. Há algum tempo não jejuava, não pela incredulidade, mas pela preguiça. Confesso que, por vezes, tenho deixado-me levar pela rotina, pelos problemas do dia-a-dia e, muitas vezes, pelas armadilhas recorrentes. Não por falta de zelo à minha vida espiritual, mas pelas constantes dificuldades que venho enfrentando. Há vezes em que meus pensamentos dão-se nó. Quase piro. Disseram-me que penso demais, e que isso não é muito bom. Entretanto, descubro, a cada reflexão, um Deus que se importa com meus sentimentos, dizendo-me: "assim como os céus sãos mais altos que a terra, (...) assim são os meus pensamentos mais altos que os vossos pensamentos."
Aderi ao jejum. Seria bom colocar minhas idéias em ordem, tempo de oração e Palavra. Quem sabe, assim, Deus não ouvia às minhas orações; quer dizer, quem sabe assim eu não levava um cotonete espiritual e ouvia com mais atenção às instruções do alto. Eu faria jejum de café da manhã e almoço e consagraria o jejum na festa de aniversário da minha prima. Fui até uma biblioteca perto de casa e aproveitei para estudar algumas coisas pendentes. Ao meio-dia, tirei um tempo para meditar e orar; uma boa troca, o almoço ficaria para o outro dia. Lá pelas tantas, orei sobre um estágio/concurso. Algo que fosse da vontade de Deus e que me possibilitasse abençoar outras pessoas, em especial à minha família. Deixei. Terminado o meu tempo devocional, fui até o balcão da biblioteca renovar o livro emprestado que estava sendo degustado. De volta à mesa em que eu deixara as minhas coisas, percebi a luz do celular acesa. Os mais próximos conhecem minha dificuldade em atender a telefonemas. Estranhei. Não havia nome, somente números. Hesitante, atendi.
- Alô, gostaria de falar com o Raphael Akamine.
- Pois não.
- Sou da Casa da Indústria e gostaria de convocá-lo a uma seleção que ocorrerá amanhã às 8:30 na sede da IEL.
- Ok. Estarei lá. Obrigado - desliguei.
Impressão minha ou Deus estava abrindo uma porta?
Tudo começou com um jejum. Há algum tempo não jejuava, não pela incredulidade, mas pela preguiça. Confesso que, por vezes, tenho deixado-me levar pela rotina, pelos problemas do dia-a-dia e, muitas vezes, pelas armadilhas recorrentes. Não por falta de zelo à minha vida espiritual, mas pelas constantes dificuldades que venho enfrentando. Há vezes em que meus pensamentos dão-se nó. Quase piro. Disseram-me que penso demais, e que isso não é muito bom. Entretanto, descubro, a cada reflexão, um Deus que se importa com meus sentimentos, dizendo-me: "assim como os céus sãos mais altos que a terra, (...) assim são os meus pensamentos mais altos que os vossos pensamentos."
Aderi ao jejum. Seria bom colocar minhas idéias em ordem, tempo de oração e Palavra. Quem sabe, assim, Deus não ouvia às minhas orações; quer dizer, quem sabe assim eu não levava um cotonete espiritual e ouvia com mais atenção às instruções do alto. Eu faria jejum de café da manhã e almoço e consagraria o jejum na festa de aniversário da minha prima. Fui até uma biblioteca perto de casa e aproveitei para estudar algumas coisas pendentes. Ao meio-dia, tirei um tempo para meditar e orar; uma boa troca, o almoço ficaria para o outro dia. Lá pelas tantas, orei sobre um estágio/concurso. Algo que fosse da vontade de Deus e que me possibilitasse abençoar outras pessoas, em especial à minha família. Deixei. Terminado o meu tempo devocional, fui até o balcão da biblioteca renovar o livro emprestado que estava sendo degustado. De volta à mesa em que eu deixara as minhas coisas, percebi a luz do celular acesa. Os mais próximos conhecem minha dificuldade em atender a telefonemas. Estranhei. Não havia nome, somente números. Hesitante, atendi.
- Alô, gostaria de falar com o Raphael Akamine.
- Pois não.
- Sou da Casa da Indústria e gostaria de convocá-lo a uma seleção que ocorrerá amanhã às 8:30 na sede da IEL.
- Ok. Estarei lá. Obrigado - desliguei.
Impressão minha ou Deus estava abrindo uma porta?
segunda-feira, 25 de maio de 2009
A cruz de Cristo e a espiritualidade cristã
Por: Ricardo Barbosa de SousaTenho, nos últimos anos, refletido sobre a espiritualidade cristã. Minha preocupação está voltada para a apatia espiritual, a falta de integridade e coerência entre nossas convicções e a vida, a distância entre a teologia e a oração, e o chamado de Cristo para amar a Deus com a mente e o coração. Embora este tema tenha tomado outros rumos e provocado outros interesses, nem sempre fundamentados na Bíblia ou na longa tradição cristã, ele segue sendo um grande desafio para os cristãos do século 21.
Para manter o foco numa espiritualidade cristã e bíblica, é preciso reconhecer a centralidade da cruz. A cruz de Cristo foi única no sentido de que representou uma escolha, um caminho que Jesus decidiu trilhar: o caminho da obediência ao Pai. A espiritualidade cristã requer obediência. Sabemos que no tempo de Jesus existiram muitas outras cruzes e muitos que foram crucificados nelas; alguns culpados, outros martirizados. No entanto, nenhuma delas pode ser comparada com a cruz de nosso Senhor em virtude daquilo que ela representou.
Podemos considerar que a cruz de Cristo começa a ser carregada no episódio da tentação. Ali, o diabo propõe um caminho para Jesus ser o Messias. Um caminho que representou uma forma tentadora de ser o Messias. Transformar pedras em pães, saltar do alto do templo e ser amparado por anjos, e receber a autoridade política e financeira sobre os reinos e as nações. Se Jesus aceitasse a oferta do diabo, rapidamente teria uma multidão de admiradores, de gente faminta encontrando pão nas ruas e estradas, encantada com seu poder sobre os anjos e os seres celestiais e com seu governo mundial estabelecendo as novas regras políticas e econômicas. Seria o caminho mais rápido para implantar seu reino entre os homens.
Porém, o caminho de Deus não era este. O reino que ele oferece precisa nascer primeiro dentro de cada um. As mudanças não acontecem de cima para baixo nem de fora para dentro. É um reino que vem como uma pequena semente e leva tempo para crescer. Não é imposto, é aceito. Não se estabelece pela força do poder, mas pelo coração e mente transformados. O rei deste reino não permanece assentado no seu trono, mas desce e se torna um servo.
A cruz de Jesus não significou apenas o sofrimento final do seu ministério público. Ela representou uma escolha que o acompanhou por toda a sua vida e que culminou em seu sofrimento e morte. Quando Jesus nos chama para segui-lo, ele afirma que, se não tomarmos nossa cruz, não será possível ser seu discípulo. A razão para isto é clara. Se o caminho dele é o caminho do servo obediente, o nosso não pode ser diferente. Por isto, precisamos tomar nossa cruz, e ela deve representar também nossa escolha, que é a mesma que ele fez -- uma escolha pela renúncia e pela obediência ao Pai.
O apóstolo Paulo entende o chamado de Jesus para tomar a cruz e segui-lo quando afirma: “Eu estou crucificado para o mundo e o mundo está crucificado para mim”. O caminho do mundo ensina: “Ame seus amigos e seja indiferente com os outros”. O caminho de Jesus diz: “Ame os inimigos e ore por eles”. No caminho do mundo ser o maior e o melhor é o mais importante. No caminho de Jesus o melhor é ser o menor e o servo de todos.
Podemos achar que o caminho de Cristo é muito difícil, que amar os inimigos, orar pelos caluniadores, ser manso num mundo competitivo, humilde numa sociedade ambiciosa, não é só difícil -- é impossível. Concordo, por isto o chamado é para tomar a cruz. A cruz significa renúncia, sofrimento e morte.
As opções estão diante de nós diariamente. Todos os dias somos levados ao monte da tentação. Todos os dias o diabo nos oferece suas ofertas e seu caminho, e Deus, pela sua palavra, nos revela seu caminho. Todos os dias temos de fazer nossas escolhas. Tomar nossa cruz é aceitar o caminho de Cristo, e neste caminho experimentamos uma espiritualidade verdadeira.
Ricardo Barbosa de Sousa é pastor da Igreja presbiteriana do Planalto e coordenador do Centro Cristão de Estudos, em Brasília. É autor de “Janelas para a Vida” e “O Caminho do Coração”.
domingo, 24 de maio de 2009
No processo de seleção para estágio [2]
- Qual o seu objetivo de vida?
- Cumprir a vontade de Deus.
- Ahn? É isso mesmo que você quer que eu coloque?
- Não pode? - será que não podia falar isso? - Pensei.
- Cumprir a vontade de Deus.
- Ahn? É isso mesmo que você quer que eu coloque?
- Não pode? - será que não podia falar isso? - Pensei.
quinta-feira, 21 de maio de 2009
Prefácio
São 11:40 hrs. Aproveito a espera do almoço para tentar resumir o que se passou nessa última semana. Para mim, todas as experiências que tive trouxeram-me a certeza de que existe um Deus que cuida de mim e que, sim, importa-se comigo. Um Deus pessoal, íntimo. Talvez, você possa pensar que eu vá espiritualizar muito sobre os acontecimentos ocorridos, mas confesso a vocês, de ante-mão, que eu também não tenho acreditado muito que as minhas orações têm sido respondidas de forma tão rápida e precisa. Recordo-me do livro "Como os pinguins me ajudaram a entender Deus" em que Donald Miller descreve a sua fé como um sentimento de, simplesmente, saber. Assim como a exatidão dos pinguins que voltam pontualmente aos seus ninhos quando seus filhotes nascem, esse sentimento de saber guia-me a confiar em um Deus que enxerga além do que os meus olhos podem ver, um Deus atemporal que vê o futuro como um presente. - se você não entendeu a analogia, leia o livro "Como os pinguins me ajudaram a entender Deus" ou então leia o trecho inicial dela. Penso que nesses dias tenho sido guiado por esse sentimento de "saber" que, na medida em que obedeço, faz-me ver a glória de Deus.
PS: Prefácio - minhas observações sobre a boa-obra do Criador.
To be continued...
PS: Prefácio - minhas observações sobre a boa-obra do Criador.
To be continued...
quarta-feira, 20 de maio de 2009
No processo de seleção para estágio
- Dez minutos para fazer sua auto-biografia. Infância, adolescência e a fase atual. um do lá si já!
Ócio literário
Por: Ricardo Gondim
Antigamente, quando não tinha nada para fazer, zapeava. Colocava a mente em ponto morto e matava o tempo com a estupidificação televisiva. Sem parar dez segundos, corrria todos os canais. Ouvia torsos gaguejantes. Assistia à noticiários repetitivos. Encharcava o coração de asneiras religiosas.
Hoje a noite, estou sem fazer nada. Com um Merlot devidamente climatizado na frente, pensei no que gastar o tempo. “Vou escrever”, respondi, sussurrando. Mas o quê? "Vou deixar-me vencer por meu novo vício, esse hábito horroroso que me escraviza". Sou um drogadito literário; não consigo passar um dia sem redigir uma bobagem qualquer.
Também admito: sou um escritor sem cacife, por mais que procure me definir.
Sou um amador. No colégio, enquanto rolavam as aulas de português, eu só olhava para a alça do sutien da Glorinha, que sentava na minha frente. Minhocas e asteriscos passavam por minha cabeça adolescente, bêbada de hormônios. Como posso, hoje, arvorar-me a exceder na literatura?
Serei um acadêmico? Certamente, não. Falta-me a linguagem hermética, tão característica dos eruditos. Quando tento argumentar, sou presa fácil. Recentemente, mandaram-me um texto que me desconstruía. O professor da universidade mostrou por a mais b a minha inconsistência. Admito, sou um horror na apologética.
Serei um ensaísta? Nada. Não consigo ineditismo em minhas idéias. Aceito de bandeja a minha repetição. Redundante, volto a temas surrados. Descasco a mesma fruta várias vezes. Os leitores reclamam: “De novo? Muda o disco, pô”!
Não sou um cronista. Como assinante da “Folha de São Paulo”, babo com Clóvis Rossi, Eliane Cantanhêde e Carlos Heitor Conny. Destros, todos os dias eles comentam algum assunto. Grandes cronistas que sabem tratar trivialidades diárias como de suma importância. No cotidiano, encontram temas para encher páginas.
Não posso arvorar-me de poeta. Minha sintaxe claudica. A rimas são pobres e as métricas, incertas. Falta-me a metáfora surpreendente. Não tenho o tirocínio genial de um Pessoa ou de um Chico Buarque.
Por que escrevo, então? Por absoluto egoísmo; sinto-me bem. Gosto de ser ameaçado pela palavra. A dor de parir um texto tanto me exaure como me extasia. Fico fascinado com o desespero de não saber acabar o que comecei.
Acredito em anjos e demônios. Já os vi sobrevoando o teclado; buscavam tomar posse da minha escrita. Como Jacó, amo lutar com eles, e prevalecer. Exorcizo Satanás quando tenta com tibiez. Resisto-lhe quando procura me prender ao politicamente correto.
Também desprezo os anjos bons. Não aceito que me ajudem a criar uma obra prima. Prefiro a minha Ricardice. Posso não encantar os críticos; enervar admiradores, que esperavam muito mais de mim; agravar o ódio de quem suspeitava que não passo de um cearense metido a besta, mas a literatura me salva e me faz feliz.
Estranhamente conectado ao divino, sinto-me próximo de minha alma e isso é bom. Aleluia.
Soli Deo Gloria
Antigamente, quando não tinha nada para fazer, zapeava. Colocava a mente em ponto morto e matava o tempo com a estupidificação televisiva. Sem parar dez segundos, corrria todos os canais. Ouvia torsos gaguejantes. Assistia à noticiários repetitivos. Encharcava o coração de asneiras religiosas.
Hoje a noite, estou sem fazer nada. Com um Merlot devidamente climatizado na frente, pensei no que gastar o tempo. “Vou escrever”, respondi, sussurrando. Mas o quê? "Vou deixar-me vencer por meu novo vício, esse hábito horroroso que me escraviza". Sou um drogadito literário; não consigo passar um dia sem redigir uma bobagem qualquer.
Também admito: sou um escritor sem cacife, por mais que procure me definir.
Sou um amador. No colégio, enquanto rolavam as aulas de português, eu só olhava para a alça do sutien da Glorinha, que sentava na minha frente. Minhocas e asteriscos passavam por minha cabeça adolescente, bêbada de hormônios. Como posso, hoje, arvorar-me a exceder na literatura?
Serei um acadêmico? Certamente, não. Falta-me a linguagem hermética, tão característica dos eruditos. Quando tento argumentar, sou presa fácil. Recentemente, mandaram-me um texto que me desconstruía. O professor da universidade mostrou por a mais b a minha inconsistência. Admito, sou um horror na apologética.
Serei um ensaísta? Nada. Não consigo ineditismo em minhas idéias. Aceito de bandeja a minha repetição. Redundante, volto a temas surrados. Descasco a mesma fruta várias vezes. Os leitores reclamam: “De novo? Muda o disco, pô”!
Não sou um cronista. Como assinante da “Folha de São Paulo”, babo com Clóvis Rossi, Eliane Cantanhêde e Carlos Heitor Conny. Destros, todos os dias eles comentam algum assunto. Grandes cronistas que sabem tratar trivialidades diárias como de suma importância. No cotidiano, encontram temas para encher páginas.
Não posso arvorar-me de poeta. Minha sintaxe claudica. A rimas são pobres e as métricas, incertas. Falta-me a metáfora surpreendente. Não tenho o tirocínio genial de um Pessoa ou de um Chico Buarque.
Por que escrevo, então? Por absoluto egoísmo; sinto-me bem. Gosto de ser ameaçado pela palavra. A dor de parir um texto tanto me exaure como me extasia. Fico fascinado com o desespero de não saber acabar o que comecei.
Acredito em anjos e demônios. Já os vi sobrevoando o teclado; buscavam tomar posse da minha escrita. Como Jacó, amo lutar com eles, e prevalecer. Exorcizo Satanás quando tenta com tibiez. Resisto-lhe quando procura me prender ao politicamente correto.
Também desprezo os anjos bons. Não aceito que me ajudem a criar uma obra prima. Prefiro a minha Ricardice. Posso não encantar os críticos; enervar admiradores, que esperavam muito mais de mim; agravar o ódio de quem suspeitava que não passo de um cearense metido a besta, mas a literatura me salva e me faz feliz.
Estranhamente conectado ao divino, sinto-me próximo de minha alma e isso é bom. Aleluia.
Soli Deo Gloria
segunda-feira, 18 de maio de 2009
Na minha pele
quinta-feira, 14 de maio de 2009
Ortodoxia [2]

"Num jardim Satanás tentou o homem; e num jardim Deus tentou Deus. De alguma forma sobre-humana ele passou pelo horror humano do pessimismo. O mundo foi abalado e o sol desapareceu do céu não no momento da crucificação, mas no momento do grito do alto da cruz: o grito que confessou que Deus foi abandonado por Deus.
E agora deixemos que os revolucionários escolham um credo dentre todos os credos e um deus dentre todos os deuses de inevitável recorrência e poder inalterável. Eles não encontrarão um outro deus que tenha ele mesmo passado pela revolta. Não (a questão torna-se difícil demais para a fala humana), mas deixemos que os próprios ateus escolham um deus. Eles encontrarão apenas uma divindade que chegou a expressar a desolação deles; apenas uma religião em que Deus por um instante deixou a impressão de ser ateu."
G.K. Chesterton, em Ortodoxia.
Sobre a identificação. Terminei de ler "Ortodoxia", muitíssimo bom! Recomendo.
quarta-feira, 13 de maio de 2009
Sobre uma tarde qualquer
- Oi? Você vai descer também?
- Vou sim. - respondi.
- Ah! Então você pode puxar a cordinha aí?
- Claro!
Lotado, o ônibus parou na avenidade movimentada. Desci com certa dificuldade acompanhado da velhinha simpática.
- Que coisa esses ônibus hein! - resmungou ela, bem-humorada.
Caminhei até a biblioteca, devolvi um livro de histologia do médico da família e passei o resto da tarde na tentativa de resolver alguns exercícios de estatística - distribuição normal, alguma coisa assim.
Lá pelas 17:30hrs resolvi parar de tentar. Encontrei uma antiga amiga nos corredores assustadores da faculdade e saquei uns 20 reais no caixa do BB. Dentre as variedades de lanchonetes-box escolhi uma que me pareceu mais atraente. Pedi por um hambuguer assado e uma coca-cola 600. Paguei. Devolvi o troco errado e fui saborear o tal do salgado. Sentei-me num dos bancos disponíveis e, comendo, observei a vida universitária ali. Confesso que fiquei com um pouco de inveja de todo aquele movimento. Meu curso, administração, é noturno e, lamentavelmente, está localizado num bloco isolado da maioria, perto de um lago d'amor. Apesar da minha vontade de jornalismo integral ter-se latejado, deixei pra lá. Restava-me saborear o restinho de coca, ótima companhia para a "Ortodoxia" de CHESTERTON. Eis um trecho lido com mui boa vontade, no meio do corredor-central: "Mas o ponto importante é que a história emociona porque contém um elemento muito forte de vontade, daquilo que a teologia chama de livre-arbítrio. Você não pode concluir uma soma do jeito que prefere; mas uma história sim. Quando alguém descobriu o Cálculo Diferencial, havia apenas um Cálculo Diferencial a descobrir. Mas quando Shakespeare matou Romeu, ele poderia tê-lo casado com a velha babá de Julieta, se ele se sentisse inclinado a fazê-lo. E a cristandade sobresaiu-se na narrativa romanesca exatamente porque insistiu no livre-arbítrio teológico."
Encontrei com um daqueles amigos de peladas-futebolescas e, nesse meio tempo, também, fui abordado por um alternativo com panfletos referentes a um tal de "tributo a Los Hermanos"; muito educado o cara. Abordou-me da seguinte maneira:
- Olá! Será que eu poderia interromper o seu processo de leitura/estudo por um segundinho?
- Ok. - respondi; pensando se já me ocorrera alguma outra vez uma abordagem-panfletagem como essa. Interessante, pensei.
O rapaz me convidou para a tal festa e disse que seria muito legal. Acreditei. Los Hermanos é daqueles estilos clássicos-alternativos-cool.
Olhei para o relógio e já era hora de partir. Comportamento do consumidor, eis a pauta de aula.
Uma tarde legal. Prazeres amelísticos. Nostalgico, não?
- Vou sim. - respondi.
- Ah! Então você pode puxar a cordinha aí?
- Claro!
Lotado, o ônibus parou na avenidade movimentada. Desci com certa dificuldade acompanhado da velhinha simpática.
- Que coisa esses ônibus hein! - resmungou ela, bem-humorada.
Caminhei até a biblioteca, devolvi um livro de histologia do médico da família e passei o resto da tarde na tentativa de resolver alguns exercícios de estatística - distribuição normal, alguma coisa assim.
Lá pelas 17:30hrs resolvi parar de tentar. Encontrei uma antiga amiga nos corredores assustadores da faculdade e saquei uns 20 reais no caixa do BB. Dentre as variedades de lanchonetes-box escolhi uma que me pareceu mais atraente. Pedi por um hambuguer assado e uma coca-cola 600. Paguei. Devolvi o troco errado e fui saborear o tal do salgado. Sentei-me num dos bancos disponíveis e, comendo, observei a vida universitária ali. Confesso que fiquei com um pouco de inveja de todo aquele movimento. Meu curso, administração, é noturno e, lamentavelmente, está localizado num bloco isolado da maioria, perto de um lago d'amor. Apesar da minha vontade de jornalismo integral ter-se latejado, deixei pra lá. Restava-me saborear o restinho de coca, ótima companhia para a "Ortodoxia" de CHESTERTON. Eis um trecho lido com mui boa vontade, no meio do corredor-central: "Mas o ponto importante é que a história emociona porque contém um elemento muito forte de vontade, daquilo que a teologia chama de livre-arbítrio. Você não pode concluir uma soma do jeito que prefere; mas uma história sim. Quando alguém descobriu o Cálculo Diferencial, havia apenas um Cálculo Diferencial a descobrir. Mas quando Shakespeare matou Romeu, ele poderia tê-lo casado com a velha babá de Julieta, se ele se sentisse inclinado a fazê-lo. E a cristandade sobresaiu-se na narrativa romanesca exatamente porque insistiu no livre-arbítrio teológico."
Encontrei com um daqueles amigos de peladas-futebolescas e, nesse meio tempo, também, fui abordado por um alternativo com panfletos referentes a um tal de "tributo a Los Hermanos"; muito educado o cara. Abordou-me da seguinte maneira:
- Olá! Será que eu poderia interromper o seu processo de leitura/estudo por um segundinho?
- Ok. - respondi; pensando se já me ocorrera alguma outra vez uma abordagem-panfletagem como essa. Interessante, pensei.
O rapaz me convidou para a tal festa e disse que seria muito legal. Acreditei. Los Hermanos é daqueles estilos clássicos-alternativos-cool.
Olhei para o relógio e já era hora de partir. Comportamento do consumidor, eis a pauta de aula.
Uma tarde legal. Prazeres amelísticos. Nostalgico, não?
Porque morrer gera VIDA
Uma pregação bem legal do Ministério Livres para Adorar.
MySpace Oficial: Livres para Adorar
Blog: Ministério Livres para Adorar
via: PavaBlog
domingo, 10 de maio de 2009
TeAMOMãe!
Dia das mães é aquele dia de homenagem às nossas queridas mamães, um dia todo diferente e legal, 2ª comemoração mais lucrativa para o comércio - deixando de ser um pouco poético. Todos temos a melhor mãe do mundo, aquela que sempre está e estará ao nosso lado, aquela pessoa toda carinhosa que em tempos de dificuldade nos pergunta: "Filho, você está levando casaco?". Enfim, dia de dizer: "Te amo mãe, obrigado por ser a MELHOR MÃE DO MUNDO!"
Em especial à minha querida mamãe:
Mãe, obrigado por ser assim: especial e querida. TeAMOMãe! #paraamelhormãedomundo!
Sobre mães, por Rob Bell.
sábado, 9 de maio de 2009
Top Five Abril 2009
Já faz algum tempo que estamos no mês de Maio, mas, penso eu, ainda não é tarde para o Top Five Abril 2009. (coisas que vi, ouvi, senti, li, experimentei. enfim, gostei - ref abril 09')
1º Livro: "Como os pinguins me ajudaram a entender Deus" - Don Miller (leia. vai te fazer bem)
2º Filme: "O menino do pijama listrado" (wowww)
3º Web-video: "VOODOO" (assista. é muito bom!)
4º Música: "Crombie"(ouça. vai te fazer bem)
5º Um texto: "Minha pretensão" por Pr. Ricardo Gondim (precisa de comentários?)
1º Livro: "Como os pinguins me ajudaram a entender Deus" - Don Miller (leia. vai te fazer bem)
2º Filme: "O menino do pijama listrado" (wowww)
3º Web-video: "VOODOO" (assista. é muito bom!)
4º Música: "Crombie"(ouça. vai te fazer bem)
5º Um texto: "Minha pretensão" por Pr. Ricardo Gondim (precisa de comentários?)
quarta-feira, 6 de maio de 2009
10 coisas que aprendi hoje
Hoje o dia foi fera. Ainda agora, uma da madrugada, minha cabeça dói pelo stress acumulado. Sei lá. Sei que deixar um trabalho um tanto quanto complexo para o último dia não é o ideal, mesmo assim: argh! Dor de cabeça, mau-humor e prurido.
No entanto, sei que aprendi alguma coisa com tudo isso. É bem clichê. Mas não é mesmo nas dificuldades que a gente aprende alguma coisa? Infelizmente, a vida é assim. Nada muito simples.
Listo, portanto, 10 coisas que aprendi no dia de hoje:
1 - Meus problemas são, sempre, menores que os problemas de alguém;
2 - A emoção e o frio na barriga, antes de uma coisa significativa, fazem parte do jogo da vida. Sem elas, talvez, tudo não seria tão legal;
3 - "O inferno são os outros", sendo que, às vezes, eu contribuo com isso;
4 - O twitter vicia!
5 - Tenha, sempre, um amigo online com quem compartilhar suas frustrações, melhor ainda se ele ficar o dia inteiro na internet, tipo um suporte semi-24-horas-cvv.
6 - Esqueça de vez enquando aqueles livros em casa, às vezes, o melhor é ficar sem fazer nada;
7 - Pense positivo. Já está acabando;
8 - Decepcione-se. Anime-se. O professor de direito é chato, mas ele quer ajudá-lo a raciocinar #papodeprofessordehumanas;
9 - Depois de um dia cheio. Vá até a casa de um amigo próximo, chegue com uma cara de quem comeu e não gostou e saia de lá com o sentimento de que investir em amizades vale a pena. Papos interessantes e pessoas legais refazem o dia;
10 - Reflita. Expresse-se. Ouça Norah Jones e escreva no seu blog sobre aquele sentimento chato que lhe atormentou o dia todo.
Tá aí uma colher de chá com mel para um dia amargo e difícil.
No entanto, sei que aprendi alguma coisa com tudo isso. É bem clichê. Mas não é mesmo nas dificuldades que a gente aprende alguma coisa? Infelizmente, a vida é assim. Nada muito simples.
Listo, portanto, 10 coisas que aprendi no dia de hoje:
1 - Meus problemas são, sempre, menores que os problemas de alguém;
2 - A emoção e o frio na barriga, antes de uma coisa significativa, fazem parte do jogo da vida. Sem elas, talvez, tudo não seria tão legal;
3 - "O inferno são os outros", sendo que, às vezes, eu contribuo com isso;
4 - O twitter vicia!
5 - Tenha, sempre, um amigo online com quem compartilhar suas frustrações, melhor ainda se ele ficar o dia inteiro na internet, tipo um suporte semi-24-horas-cvv.
6 - Esqueça de vez enquando aqueles livros em casa, às vezes, o melhor é ficar sem fazer nada;
7 - Pense positivo. Já está acabando;
8 - Decepcione-se. Anime-se. O professor de direito é chato, mas ele quer ajudá-lo a raciocinar #papodeprofessordehumanas;
9 - Depois de um dia cheio. Vá até a casa de um amigo próximo, chegue com uma cara de quem comeu e não gostou e saia de lá com o sentimento de que investir em amizades vale a pena. Papos interessantes e pessoas legais refazem o dia;
10 - Reflita. Expresse-se. Ouça Norah Jones e escreva no seu blog sobre aquele sentimento chato que lhe atormentou o dia todo.
Tá aí uma colher de chá com mel para um dia amargo e difícil.
segunda-feira, 4 de maio de 2009
O mais novo sucesso da propaganda 2.0
Imagine pagar 13,5 mil pessoas para participar da propaganda de sua marca? Pois sai tudo de graça se o filme for uma boa idéia. A T-Mobile, empresa alemã de celulares, costuma reunir centenas de pessoas em seus comerciais, todos convidados para o que se chama de “flash mob”, algo como “mobilização relâmpago”. Seus vídeos têm sucesso estrondoso no YouTube. Em sua mais nova ação a empresa convidou seus clientes para estarem às 18h do dia 30 de abril na praça Trafalgar, no centro de Londres, sem dizer o que fariam. Microfones foram distribuídos e, com a ajuda de um telão, fizeram um karaokê gigante com a música Hey Jude, dos Beatles. No meio do povo aparece até a cantora Pink. O slogan é “A vida é feita para se compartilhar”. A campanha foi ao ar ontem, via YouTube, e está se espalhando pelo mundo mais rápido do que a gripe suína.
via "Bombou na Web"
domingo, 3 de maio de 2009
Sobre o abraço
Sim, nós podemos. Com esse slogan-obama, os jovens da Igreja Sara Nossa Terra têm realizado diversos programas de impacto pela cidade de Campo-Grande. Com o intuito de proclamar a Palavra e demonstrar o amor de Jesus, movimentos assim fazem a diferença.
Um abraço. Quem diria que um simples abraço mais apertado pode fazer toda a diferença na vida de alguém? Pois é. Aquele abraço de corpos mais juntos, mais chegados; funcionam sim como remédio de stress, feridas e dores d'alma. Sinto assim. Uma vez ou outra, peço ou dou aquele abração que por tantas vezes negado tornam-se extintos. O abraço é sim capaz de curar e aproximar corações. E sim! Nós podemos abraçar. Você já deu aquele abraçooooapertado hoje? Se não, o que está esperando? Abraçar é bom e faz bem. Abrace sem moderação.
sábado, 2 de maio de 2009
Viração
Voa um par de andorinhas, fazendo verão. E vem uma vontade de rasgar velhas cartas, velhos poemas, velhas contas recebidas. Vontade de mudar de camisa, por fora e por dentro... Vontade... para que esse pudor de certas palavras?... vontade de amar, simplesmente.
- Mario Quintana.
- Mario Quintana.
sexta-feira, 1 de maio de 2009
Li em abril de 2009
Abril já se foi. E nada melhor do que um feriado para começar o mês. Impressão minha ou o tempo está um tanto quanto acelerado? Já imaginou que estamos, praticamente, no meio do ano de 2009? Essa nossa relação com o tempo... eu que o diga; abril foi mês de completar mais um ano de vida e louvar a Deus pelos dois patinhos alcançados. Aproveito a brecha para agradecer aos meus queridos amigos, que de diversas formas têm honrado a minha vida. Agradeço pelos livros ganhos; certamente, não poderiam dar presentes melhores. Digo, eu até trocaria um livro por uma Ferrari - haha.
Ouvi dizer que Deus destribuiu o seu amor eterno entre as pessoas, logo, permito-me pensar que entendo um pouco mais do amor por meio da vida de cada amigo meu. Enfim, sou grato pela vida de cada um. Obrigado.
Eis então a lista de abril. Os feriados ajudaram-me a adiantar algumas leituras. Muito bom!
Quando Nietzsche chorou - Irvin D. Yalom
Poesias - Mario Quintana
A cabeça de Steve Jobs - Leander Kahney
Por que ler os clássicos - Italo Calvino
O rio invisível - Pablo Neruda
Como os pinguins me ajudaram a entender Deus - Donald Miller
"Quando Nietzsche chorou", apesar de não aprofundar muito a respeito da psicologia, traz uma história muito jóia, dando ao leitor uma visão geral do início da psiquiatria/psicologia.
"Poesias", gostosuras e travessuras do Quintana.
"A cabeça de Steve Jobs", nunca pensei que o Steve Jobs fosse tão Hittler.
"Por que ler os clássicos", panorama geral de uns clássicos da literatura. Vale a pena, a título de esclarecimentos. Segundo livro do Calvino que leio. Acho que viciei.
"O rio invisível", diz-se no prefácio que foi escrito na juventude do Neruda. Porém, ao longo da leitura, duvidei. Entretanto, descobri o "por quê" do título gênio conferido a ele.
"Como os pinguins me ajudaram a entender Deus" é o destaque do mês. Com analogias esquisitas, o livro me ajuda a enxergar Deus por um outro ângulo. Ajuda-me a entender o amor e a graça que o Senhor dia-a-dia me concede.
Abril valeu a pena. Bons livros, bons feriados, bons passeios e boas companhias. Tomara que Maio seja melhor. E será.
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