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domingo, 24 de outubro de 2010

Faz parte

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Às vezes é tão difícil crer. Crer que vai dar certo e que tudo vai ficar bem. Crer que as crises chegam mas que também vão. Crer que ainda que meus olhos não vejam, Deus está agindo.
A mensagem que Jesus deixou foi a de que no mundo passaremos por aflições, mas que, apesar de, devemos ter bom ânimo, porque Ele - Jesus - já venceu o mundo. Talvez isso dê margem para a gente pensar que não vamos sofrer, que devemos exigir o melhor de Deus ou que nossa vida será fácil. Uma vez que Deus é Deus, alguns podem dizer, essa coisa de passar dificuldade é para quem tem pouca fé!
Mas não, a vida não é tão fácil assim - a minha, pelo menos, não é. Sou trôpego, falho e, sim, tenho muitíssima pouca fé. Como é possível dizer que quem sofre não crê, se o próprio Jesus muito sofreu? Sofremos por tantas coisas, grandes ou pequenas, que parece que o sofrimento está embutido nesse mundo. E se estamos no mundo, estamos vulneráveis às situações de transtorno e dificuldades que abalam os nossos dias por aqui.
Vivemos em um mundo tomado por "incontigências", afirmou Ed René Kivitz. O sofrimento pode estar acontecendo por causa de um castigo divino, um pecado não confessado ou pela vontade de Deus. Mas começo a crer que o sofrimento acontece porque vivemos em um mundo incompleto, muito distante daquilo que Deus queria que fosse. Estamos sujeitos às incontigências da vida, coisas que nos afetam sobremaneira.
Onde estaríamos se por um acaso todos os nossos pedidos de oração fossem atendidos? Num caos, acredito. Tenho custado a estar contente em toda e qualquer situação, assim como Paulo. Mas tenho perseverado, tenho acreditado que minha fé deve ir além do que posso enxergar e que o sofrimento faz parte desse mundo incontigente.
Tudo isso pode soar como conformismo, mas não é. Eu creio no Deus de milagres, no Senhor dos exércitos e no Pai de amor. Creio que assim como Ele foi com Abraão, Davi, Daniel e Jesus, assim Ele será comigo. Quem, afinal, nos separará do amor de Cristo? A resposta: nada, se eu assim escolher.
Custo a aprender a confiar, mas Deus sabe. Tudo isso faz parte e é a vida.

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Sobre quem escreve

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Primeiro filho da Bete e do Beto, irmão mais velho do Alessandro e da Michelle. Nasci em Campo Grande/MS e aos 6 anos mudei para São Paulo onde frequentei escolinhas de futebol/volei, assisti x-tudo e castelo rá-tim-bum, passei as férias na chácara dos meus avós e brinquei com os primos. Aceitei a Jesus aos 9 anos no acampamento Shalom e desde então minha vida nunca mais foi a mesma. Apesar de criança, entendi que o amor de Cristo vai além de qualquer circunstância e que ao tomar a vida de Jesus como exemplo, posso ser melhor, sempre. Aos 12, voltei a Campo Grande, onde estive cercado de familiares e bons amigos. Servi em King's Kids, aprendi a dançar, viajei bastante e sonhei, muito. Aos 18, fui morar em São Paulo para estudar. Na terra da garoa, morei na Liberdade, estudei muito e apaixonei-me pelos livros. Aos 20, voltei a Campo Grande com a bagagem toda e redescobri os planos de Deus. Hoje, aos 23, tenho convicção de algumas coisas, mas desconheço outras. Faço administração, gosto de escrever - dizem que gostar não é poder -, sou fascinado pelas mídias sociais, leio menos do que gostaria, trabalho num lugar super-legal e sou membro-não-esquenta-banco da Holiness. Sei pouco sobre o futuro. Dou importância maior ao caminho do que ao destino. Amo a Deus, acima de tudo.
Prazer, sou o Raphael Akamine.

quarta-feira, 14 de julho de 2010

O sublime está e não é

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"Pensava que nós seguíamos caminhos já feitos, mas parece que não os há. O nosso ir faz o caminho." [C.S Lewis]
A vida parece seguir um caminho próprio. Talvez haja, na verdade, um caminho não-definido como afirmou C.S Lewis. E seguindo esse tipo de reciocínio tenho percebido o quanto é válido tomar como postura de vida a atitude proativa ante ao hoje. Sonhar e fazer o sonho acontecer é importante para que a semeadura seja bem feita e, conseqüentemente, para que a colheita seja de mesmo nível. É clichê, mas entender que o que plantamos hoje colheremos amanhã é fundamental para não nos equivocarmos achando que plantando insípidos xuxus colheremos doces maçãs.
Há algum tempo passei por um período conturbado e bastante difícil. Tempo em que nada dava certo. Lembro-me de passar horas questionando o porquê das decepções. Foi muito difícil olhar toda a trilha caminhada e perceber que, apesar dos esforços, eu não conseguira chegar aonde gostaria. E tudo isso, graças a Deus, fez-me mais forte e mais cuidadoso com a vida. Fez-me perceber a vida de outra maneira, sem essa de 'deixa a vida me levar'.
O escritor moçambicano, Mia Couto, diz que: "não é o destino que conta, mas o caminho". Talvez seja isso. Talvez, o gol não seria tão emocionante se não houvesse o jogo bem jogado e, também, a vitória não teria o mesmo gosto se não fosse as longas horas de treino. Esperar, também, é caminhar. A vida exige algo a mais de nós. Desconfio que seja a paciência.
Talvez, a vida seja como uma linda praia em que as nossas pegadas não estão já pré-estabelecidas, mas que são feitas a cada passo, cuidadosamente, naquele momento único chamado presente. Quem sabe, quando olharmos para trás, a gente não consiga ver que os nossos passos deixaram rastros de pegadas que nos lembram que a vida vale a pena ser vivida intensamente no seu momento. E que o futuro é uma folha em branco, ainda, a ser escrita; como um caminho de areia, ainda, a ser pisado.
O sublime, na verdade, está e não é.

domingo, 20 de junho de 2010

Deus não é assim

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É comum a gente se identificar com algumas pessoas mais do que com outras, a tal da empatia. Não gostamos de ser excluídos, esquecidos e deixados de lado, mas com bastante freqüência, conscientes ou não, acabamos tratando o outro dessa maneira.
Geralmente, não gosto do conflito. Por isso, procuro pessoas que pensem e ajam de maneira parecida com a minha. Essas pessoas gostam daqueles filmes que gostei, comentam sobre os livros que li e, também, gostam de tomar um bom café com chocolate no fim de noite. Essas pessoas entendem a maneira que penso e, por isso, dificilmente entramos em conflitos. É cômodo e fácil conviver com esse tipo de gente.
No entanto, no meu dia-a-dia encontro aqueles "chatos". Aquelas pessoas que não sabem a hora de "conversar", não têm o "feeling" quando não estou de bom humor, pensam diferente e puxam papo sobre assuntos que realmente não me importam. Essas pessoas são cansativas e nunca estou com tempo para atendê-las. Conviver com esse tipo de gente é difícil.
E nesse mundo cheio de pessoas "chatas" e "legais", Deus nos pede para amar uns aos outros como Ele nos amou. Pede que nos suportemos. Amar aqueles que nos amam é muito fácil, a Bíblia diz que até mesmo os ímpios fazem isso, mas a marca de Cristo é amar aqueles que nos perseguem, aqueles que nos querem mal.
E mesmo com minhas falhas e dificuldades, pela graça, tenho aprendido que no Reino não há acepção de pessoas, que todos de minha convivência são importantes e que Deus está acima de todas as nossas diferenças. Tem sido difícil, confesso, mas quem disse que as mudanças seriam fáceis? É uma postura a tomar ante ao comodismo, ante ao não-amor.
Nosso mundo exclui e faz acepção de pessoas, mas o Reino de Deus inclui e ama a todos. Sou mesquinho e tenho essa imensa dificuldade de amar, mas Deus não. Deus não é assim.

sexta-feira, 18 de junho de 2010

O meu adeus a Saramago

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"O mundo ficou ainda mais burro e ainda mais cego hoje", afirmou Fernando Meirelles em comunicado oficial sobre a morte do escritor português José Saramago. Notícia triste em uma sexta-feira corrida e difícil.
Conheci a obra do gênio português em tempos de cursinho em que o professor de interpretação de textos recitava trechos decorados de grandes autores como Machado, Rosa, García Marquez e ele: Saramago. Com uma escrita atípica e original, aprendi o que são os ensaios. Li apenas "O ensaio sobre a cegueira" e "Intermitências da morte" cujos enredos baseiam-se em um mundo em que todos ficaram cegos e em que a morte deixara de atuar, respectivamente. Os conflitos, o porquê de nossa existência e o caos foram alguns dos temas abordados nas obras do único autor de língua portuguesa a ganhar o prêmio Nobel de Literatura.
O Saramago era ateu. E isso não interferiu em minha admiração por sua escrita e seus pensamentos. Talvez ele conhecesse, de fato, o quão ruim é a natureza humana, o que, talvez, levou-o a desacreditar em um deus que desse ordem ao visível caos.
O Saramago me instiga a refletir sobre a imerecida graça que há em Cristo. No entanto, deixa-me triste o fato de seus 87 anos não o terem convencido de que sua genialidade não vinha somente dele mas que era, na verdade, um presente de Deus. Adeus, Saramago.

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Férias

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Metade das minhas férias já se foram e nem postei muita coisa por aqui. A verdade é que nesse meio tempo encontrei muita coisa pra fazer.
Há uma semana atrás aderi à modinha do formspring. Confesso que essa nova forma de conhecer pessoas lembra muito os meus tempos de colegial, em que a a moda era responder aqueles big questionários via e-mail. No formspring, o anonimato ajuda aqueles que sempre quiseram perguntar algo para alguém mas que nunca tiveram coragem; o resultado são perguntas indiscretas e engraçadas pelas sinceridade. Para perguntar-me clique aqui ou através da caixa disponibilizada ao lado. Ficarei feliz (ou não) em responder sua pergunta.
Outra modinha aderida nesse período de férias foi o Lockerz. Não sei bem se a coisa funciona mesmo, mas não custa nada tentar. O lance é ajuntar PTZ e trocar por prêmios que vão desde o tão desejado macbook até wallpapers. Diz-se que o site tem futuro e que logo trará novidades como músicas, jogos e filmes. Enquanto as novidades não aparecem, vou respondendo perguntas e enviando convites. Ah! O Lockerz é só por convite, logo, deixe seu email nos comentários que já envio-o.
Fora as modinhas, tenho lido um dos presentes de natal "Uma força em movimento" do Erwin Mcmanus. Confesso que me surpreendi com o livro e com as idéias do autor. Devo estar lá pela página 70, mas ainda assim posso recomendar de boca cheia. Um outro livro em andamento é "A Sociedade do Anel - O Senhor dos anéis", já acabo. Sinceramente, o Tolkien é um cara fora de série, muitíssimo bom pela descrição e pela imaginação. Como criar um mundo todo fora do mundo real?
Sobre filmes, fui duas vezes ao cinema e pretendo ir mais uma vez para ver "Avatar" 3D. No cinema, vi "500 days of Summer" (não gosto do título traduzido, é feio) e o "Sempre ao seu lado", dois bons filmes. Há controvérsias sobre o "500 days of Summer", mas pirei no filme. Muito bom, recomendo. E se você assistir e não gostar, peço que pelo menos preste atenção nos nomes das amantes do protagonista. Sashimiii! Aqui em casa comecei a ver o seriado "Flash Forward" e, finalmente, assisti "Anjos e Demônios", achei a adaptação do Dan Brown meio mamão com açúcar, sem grandes coisas.
Fora tudo isso. Muitas saídas, futebol e comida. Férias boas e merecidas, pena que curtas. Enfim, aproveitemos porque já é 2010. Antes que termine 2009 farei meu check-list 2010, aguardem! :)

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Sobre o amar e o ouvir

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Amamos não a pessoa que fala bonito, mas a pessoa que escuta bonito… A arte de amar e a arte de ouvir estão intimamente ligadas. Não é possível amar uma pessoa que não sabe ouvir. Os falantes que julgam que por sua fala bonita serão amados são uns tolos. Estão condenados a solidão. Quem só fala e não sabe ouvir é um chato… O ato de falar é um ato masculino. Fala é falus: algo que sai, se alonga e procura um orifício onde entrar, o ouvido… Já o ato de ouvir é feminino: o ouvido é um vazio que se permite ser penetrado. Não me entenda mal. Não disse que fala é coisa de homem e ouvir é coisa de mulher. Todos nós somos masculinos e femininos ao mesmo tempo. Xerazade, quando contava as estórias das 1001 noites para o sultão, estava carinhosamente penetrando os vazios femininos do machão. E foi dessa escuta feminina do sultão que surgiu o amor. Não há amor que resista ao falatório.

- Rubem Alves

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Se eu te adorar

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Se eu Te adorar por medo do inferno,
Queima-me no inferno.

Se eu Te adorar por causa do paraíso,
Exclua-me do paraíso.

Mas se eu Te adorar pelo que Tu és,
Não esconda de mim a Tua face.

[Escrito por Rabia, em 800 d.C.]

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Deus sabe, sempre

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Outro dia, ao ler o livro "A Sabedoria da Ternura" do renomado escritor Brennan Manning, deparei-me com o trecho: "A Graça sempre precede o chamado". Assustou-me o impacto dessa curta frase, Deus falou comigo.
Sempre tive a idéia de um Deus contrário às minhas vontades e anseios. Quando pensava em chamado ou algo do tipo, a idéia de que eu faria algo que não gostaria de estar fazendo era, na maioria das vezes, predominante sobre a idéia de fazer algo que realmente me traria prazer. Confesso que é difícil desprender-me, dia-a-dia, dos meus sonhos; tanto que sou levado a acreditar, inúmeras vezes, de que sei qual será o melhor caminho. Todavia, vejo que em algumas poucas, porém importantes áreas tenho simplesmente deixado Deus fazer o que Ele tem de fazer, isto é, a vontade dEle feita em mim. "Seja feita a tua vontade, assim na terra como no céu" expressa de forma completa o que deve acontecer aqui e agora: a vontade do Pai.
Fico contente que 2009 tenha sido um ano de mudanças de conceitos e paradigmas, aprendizado. Em diversas áreas o Senhor tem vindo com Graça, o que me encoraja a caminhar, sem receio algum, naquilo que Deus tem preparado. Antes do chamado a graça virá, sempre.
Acredite! :)

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

O Professor [ENFJ]

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Fiz um teste de personalidade muito legal. (Clique aqui p/ fazer o teste) O texto quase que me descreveu completamente, somente uma ou outra variável não se encaixou. Vale a pena fazer o teste e cumprir o velho aforismo socrático: "conhece-te a ti mesmo"

Minha personalidade: O professor.
"Eles querem saber mais sobre Ciências Humanas, se preocupam com a moral (ânimo), e trabalham bem com pessoal. Quanto à orientação eles são altruístas, crédulos, místicos, estão situados em caminhos tem os olhos voltados ao amanhã. Fundam sua auto-imagem em serem vistos como empáticos, benevolentes, e autênticos. Freqüentemente entusiasmados, eles confiam na intuição, anseiam por romance, buscam identidade, valorizam reconhecimento, e aspiram à sabedoria de um grande sábio."
*de certa forma sinto-me dessa maneira.

sábado, 10 de outubro de 2009

Sobre a paixão

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Há algum tempo, percebo que alguns assuntos e tópicos tornam-se motivadores da minha vida cristã. Não como motores, mas como desembaçadores da minha caminhada. Penso que Deus ajuda-me a refletir, gerando em meu íntimo o anseio da mudança. Positivo, penso.
Semana passada, comecei a ler o livro "A vida do Artista", do Rory Noland. Incrível como o livro ajuda-me a digerir e entender algumas situações recorrentes no meu dia-a-dia. Através de exemplos, o autor simplifica conflitos existentes nas igrejas e ministérios.
Logo no início do livro, chamou-me a atenção o tópico "O poder da paixão". Lá, Noland discorre da importância da paixão na vida do artista, isso mesmo... a paixão. A paixão, por tantas vezes condenada, é importante para nos motivar e encorajar. Pense como as pessoas apaixonadas parecem mais vivas! É muito bom estar ao lado daqueles que gostam do que fazem e têm paixão por aquilo. Olham para o futuro com esperança, porque sempre acreditam que o melhor ainda está por vir. Nelas, "o entusiasmo pela vida é contagiante".
Sinto em dizer que nem sempre sou apaixonado. Nem sempre ajo apaixonadamente por Cristo em minha forma de viver; pelo contrário... falho. Por vezes, perco a paixão de vista. Torna-se algo distante, lembrada como passado.
Na Bíblia, encontramos pessoas apaixonadas por aquilo que faziam. Cito Davi, Paulo e Pedro. Homens que viveram apaixonadamente pelo Deus que lhes trouxe graça. O salmista escreveu: "Como a corça anseia pelas águas correntes, a minha alma anseia por ti, ó Deus. A minha alma tem sede de Deus, do Deus vivo. Quando poderei entrar para apresentar-me a Deus?" (Sl 42:1,2). Paulo descreve sua paixão por Cristo em: "porque para mim o viver é Cristo e o morrer é lucro" (Fp 1:21). Embora Pedro fosse considerado impulsivo, Jesus o apelidou de "a Rocha" e edificou sua igreja sobre ele. Apaixonado, Pedro fez apelos que levaram milhares de perdidos a conhecerem a Cristo.
"Deus sabe que a nossa vontade varia. A paixão não é uma emoção que devamos desenvolver. Ela é conseqüência da dedicação de vivermos a aventura que Deus tem para nós e experimentarmos as riquezas profundas da vida interior." - Rory Noland.
Desejo: que a paixão seja viva em tudo o que eu fizer e viver. Quero: apaixonar-me pela vida diariamente. Vou: escrever, ler, cantar, dançar, jogar futebol e estudar. trabalhar, imaginar, sonhar e viver. tudo, apaixonadamente. Vislumbro: ser alguém que tem paixão por cumprir a vontade de Deus. Amarei: "com devoção irresistível".

terça-feira, 8 de setembro de 2009

UP

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Deus pôs no coração do homem o anseio pela eternidade. Ec 3:11
Assisti ao sensacional "UP" da Pixar. Acredite se quiser, mas o filme é capaz de fazer as pessoas chorarem em seus dez primeiros minutos. Não chorei, mas confesso que engoli à seco as lágrimas que não rolaram. O enredo é muito simples, mas com um poder reflexivo bem legal.
Nesses dias, estive pensando. (novidade!) É estranho como seguimos uma lineariedade em nossas vidas: nascemos, crescemos, passamos por aquele conturbado período de adolescência, juventude rebelde, namoro, casamento, filhos, trabalho, aposentadoria, velhice e eternidade, quem sabe. Às vezes, o sentido da vida não me faz sentido, descubro que a maior parte do que eu fizer neste mundo será passageiro. São poucos os que serão lembrados pela extraordinariedade. A maioria de nós será mediocre e, também, é muito provável que não deixaremos um legado para as próximas gerações, simplesmente passaremos incógnitos. Então, qual é afinal o sentido de viver?
Algo que me chamou a atenção em UP foi a relação entre a vida e o sonho. Responda-me. O que você prefere?
a) Viver intensamente cada momento da sua vida como se fosse o último. (clichê do carpe diem)
b) Resguardar suas economias, forças e tudo o mais para o por vir, o sonho.
[SPOILERS]
Em UP, deparamo-nos com Carl e Ellie; ele tímido, ela traquinas-tagarela. Conhecem-se na infância devido à paixão por aventuras e, quando adultos, casam-se. Vivem uma vida longa e feliz, sonham em construir uma casa à beira do Paraíso das Cachoeiras. Em meio aos contra-tempos da vida deixam o sonho de lado e permitem-se viver os momentos singulares que a vida os oferece. Por fim, separam-se para sempre. Carl que era feliz, não é mais o mesmo após a morte da esposa. No entanto, a vontade de tornar o sonho de Ellie realidade, isto é, morar à beira do Paraíso das Cachoeiras, e a possibilidade de ser mandado para um asilo, fazem com que Carl tome a louca decisão de levar sua casa à America do Sul por meio de balões/bexigas. E é em meio às aventuras junto ao escoteiro mirim Russel que Carl descobre o sonho que viveu ao lado de Ellie, uma vida inteira conjunta, um sonho. Cai a ficha, Carl percebe que não é preciso morar à beira do Paraíso das Cachoeiras para ser feliz, a felicidade estava presente, sempre, mais perto do que ele imaginava.
[SPOILERS]
Penso que a vida é curta demais para vivermos amanhã. Tá certo, devemos nos precaver ante às possibilidades observadas, mas como prever desastres, acidentes e fatalidades? Às vezes, vivemos o sonho futuro, aquilo que nos espera lá... longe. Pensamos que seríamos completamente felizes se tivessemos isso ou aquilo ou, talvez, se conhecessemos algo ou alguém. Ainda que tudo isso venha a trazer alguma felicidade, às vezes, deixamos de viver a alegria que se encontra no caminho rumo aos sonhos, nas coisas simples, porém significativas da vida.
Em "O livro mais mal-humorado da Bíblia", Ed René Kivitz escreve: "Conscientes de que para ele são todas as coisas, entregamos tudo a Deus. E o que ele faz com aquilo tudo? Deus devolve para nós. O prazer de Deus - e consequentemente o nosso - é nos ver desfrutando daquilo que ele mesmo concedeu. (...) Aí eu posso ouvir Vivaldi, apreciar Gauguin, ler Shakespeare, dar aula de matemática; posso até escrever um livro, acreditando que vai fazer sentido e eco na eternidade."
O presente é a dádiva que Deus nos concedeu para experimentarmos um pouco do que será o amanhã. Com certeza, o paraíso será muito melhor. Mas creio, também, que as perceptivas delícias da vida dão-nos uma pequena pista do que será lá... no futuro chamado: eternidade.

domingo, 26 de julho de 2009

Cult-o

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Seguindo o modelo de post do Pavarini: "Sabadão Cult" e aproveitando a não aprovação do "cult-o" como futuro nome de um futuro blog, posto aqui algumas impressões dos últimos dias.
Semana fria em Campo Grande. Após descoberta de wi-fi no Wal-Mart, sempre arrumo uma desculpa para dar um pulo por lá, nessa última sexta quase congelei no caminho entre o Sebrae e o hipermercado, temperatura 6º com sensação térmica de -2º. Estaríamos vivendo consequências do efeito estufa, fins dos tempos ou o quê?
Sexta fiquei até às 18h no estágio, um companheiro de guerra deixou a UGP e tivemos lá uma festinha de despedida. R$3,50 com direito a coca e coxinhas. Após as despedidas, desci pela Mato Grosso em meio ao frio cortante e peguei um ônibus qualquer. Desci na Praça Ary Coelho e caminhei até o auditório da MACE. Avistei algumas ervilhas andantes, era o Holyart. Uma apresentação muito legal por sinal. Índios e Família. A sociedade precisa de um equilíbrio, certo? Com ânimo, fui com uns amigos no Shimada Sobaria. Já aconteceu de você pensar em comer uma coisa e mudar de idéia deixando o ideal menos ideal, porém mais barato? Pois bem, a idéia inicial era comer sobá - aquela "sopa" com macarrão, carne, cebolinha, ovos e um caldo fino; no entanto, contentei-me com um yakisoba tamanho G, dividido com os manos. Barriga cheia, fomos ao Firulas Café. Mocha alguns bolinhos de chuva e boas companhias são uma boa pedida para os dias de frio, recomendo. Ego e gula satisfeitos, filme na casa do bro @yugok, chocolate e coca.
Sábado foi tão bom quanto sexta. E hoje (domingo) foi dia de acordar tarde, almoçar um big mac esperto, assistir Everwood, matar a Ortodoxia Generosa e postar esse post-diário doakamine. Em termos, resumindo e concluindo, o frio é bom para tornar-nos mais gordos.

quarta-feira, 8 de julho de 2009

Diarréia-mental

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A idéia inicial era resumir umas três semanas em um post. No entanto, serei menos direto, menos objetivo. Escrevo só, e somente, com o intuito de ter uma diarréia-de-letras. Veremos onde chegaremos - rima tosca.
Primeiramente, reconheço que estou longe de fazer bem uma pesquisa tipo IBOPE. A taxa de respostas às minhas pesquisas corresponderam à, somente, 30% do esperado. Fiquei um pouco angustiado. Talvez, pelo costume diário em receber críticas minha tolerância a palavras duras tenha aumentado significativamente, ou não. Mas agradeço aos poucos que colaboraram de alguma forma, seja por meio dos comentários, seja por meio da enquete-quebrada que fiz. Valeu!
Segunda, um dia ruim. Após filosofadas com o @leandrokamiya via twitter, resolvemos instituir a segunda-feira continuação do fim-de-semana. #sonhomeu.
Terceiramente, rá. Escrever aleatóriamente é engraçado.
Quarta, aniversário do @wilsoniwano, vai a homenagem a esse cara do coração big. Irmão, muitas bençãos na sua vida! #snif.
5º elemento - Filme em que Bruce Willis, blábláblá.
Vida corrida, agitada. Mais perto de ser a "vida inteira que podia ter sido" dobandeira. Sem vaidade.

quinta-feira, 28 de maio de 2009

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Sobre uma tarde qualquer

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- Oi? Você vai descer também?
- Vou sim. - respondi.
- Ah! Então você pode puxar a cordinha aí?
- Claro!
Lotado, o ônibus parou na avenidade movimentada. Desci com certa dificuldade acompanhado da velhinha simpática.
- Que coisa esses ônibus hein! - resmungou ela, bem-humorada.
Caminhei até a biblioteca, devolvi um livro de histologia do médico da família e passei o resto da tarde na tentativa de resolver alguns exercícios de estatística - distribuição normal, alguma coisa assim.
Lá pelas 17:30hrs resolvi parar de tentar. Encontrei uma antiga amiga nos corredores assustadores da faculdade e saquei uns 20 reais no caixa do BB. Dentre as variedades de lanchonetes-box escolhi uma que me pareceu mais atraente. Pedi por um hambuguer assado e uma coca-cola 600. Paguei. Devolvi o troco errado e fui saborear o tal do salgado. Sentei-me num dos bancos disponíveis e, comendo, observei a vida universitária ali. Confesso que fiquei com um pouco de inveja de todo aquele movimento. Meu curso, administração, é noturno e, lamentavelmente, está localizado num bloco isolado da maioria, perto de um lago d'amor. Apesar da minha vontade de jornalismo integral ter-se latejado, deixei pra lá. Restava-me saborear o restinho de coca, ótima companhia para a "Ortodoxia" de CHESTERTON. Eis um trecho lido com mui boa vontade, no meio do corredor-central: "Mas o ponto importante é que a história emociona porque contém um elemento muito forte de vontade, daquilo que a teologia chama de livre-arbítrio. Você não pode concluir uma soma do jeito que prefere; mas uma história sim. Quando alguém descobriu o Cálculo Diferencial, havia apenas um Cálculo Diferencial a descobrir. Mas quando Shakespeare matou Romeu, ele poderia tê-lo casado com a velha babá de Julieta, se ele se sentisse inclinado a fazê-lo. E a cristandade sobresaiu-se na narrativa romanesca exatamente porque insistiu no livre-arbítrio teológico."
Encontrei com um daqueles amigos de peladas-futebolescas e, nesse meio tempo, também, fui abordado por um alternativo com panfletos referentes a um tal de "tributo a Los Hermanos"; muito educado o cara. Abordou-me da seguinte maneira:
- Olá! Será que eu poderia interromper o seu processo de leitura/estudo por um segundinho?
- Ok. - respondi; pensando se já me ocorrera alguma outra vez uma abordagem-panfletagem como essa. Interessante, pensei.
O rapaz me convidou para a tal festa e disse que seria muito legal. Acreditei. Los Hermanos é daqueles estilos clássicos-alternativos-cool.
Olhei para o relógio e já era hora de partir. Comportamento do consumidor, eis a pauta de aula.
Uma tarde legal. Prazeres amelísticos. Nostalgico, não?

quarta-feira, 6 de maio de 2009

10 coisas que aprendi hoje

8 comentários
Hoje o dia foi fera. Ainda agora, uma da madrugada, minha cabeça dói pelo stress acumulado. Sei lá. Sei que deixar um trabalho um tanto quanto complexo para o último dia não é o ideal, mesmo assim: argh! Dor de cabeça, mau-humor e prurido.
No entanto, sei que aprendi alguma coisa com tudo isso. É bem clichê. Mas não é mesmo nas dificuldades que a gente aprende alguma coisa? Infelizmente, a vida é assim. Nada muito simples.
Listo, portanto, 10 coisas que aprendi no dia de hoje:
1 - Meus problemas são, sempre, menores que os problemas de alguém;
2 - A emoção e o frio na barriga, antes de uma coisa significativa, fazem parte do jogo da vida. Sem elas, talvez, tudo não seria tão legal;
3 - "O inferno são os outros", sendo que, às vezes, eu contribuo com isso;
4 - O twitter vicia!
5 - Tenha, sempre, um amigo online com quem compartilhar suas frustrações, melhor ainda se ele ficar o dia inteiro na internet, tipo um suporte semi-24-horas-cvv.
6 - Esqueça de vez enquando aqueles livros em casa, às vezes, o melhor é ficar sem fazer nada;
7 - Pense positivo. Já está acabando;
8 - Decepcione-se. Anime-se. O professor de direito é chato, mas ele quer ajudá-lo a raciocinar #papodeprofessordehumanas;
9 - Depois de um dia cheio. Vá até a casa de um amigo próximo, chegue com uma cara de quem comeu e não gostou e saia de lá com o sentimento de que investir em amizades vale a pena. Papos interessantes e pessoas legais refazem o dia;
10 - Reflita. Expresse-se. Ouça Norah Jones e escreva no seu blog sobre aquele sentimento chato que lhe atormentou o dia todo.
Tá aí uma colher de chá com mel para um dia amargo e difícil.

terça-feira, 21 de abril de 2009

Bad day

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- Acho que é bem aquilo que você escreve no seu blog: falta-lhe amor.
- ... obrigado.

terça-feira, 7 de abril de 2009

United

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Estranho o que vejo no atual cenário evangélico brasileiro. Nota-se divergências tão grandes entre teologias e filosofias que os ataques gratuitos já são considerados comuns no meio protestante. Sabe-se que o movimento protestante surgiu no séc XVI, a partir das 95 teses de Martinho Lutero, que não suportando mais as imposições da Igreja Católica, acabou por contestar os dogmas difundidos pelo catolicismo. A venda de indulgências, salvação e perdão, eram alguns dos abusos cometidos pela igreja que Lutero se propôs a extinguir. A livre interpretação da Bíblia e a salvação pela fé eram as novidades acrescentadas ao movimento protestante.
Há algum tempo tenho buscado conhecer e ler coisas referentes a teólogos, escritores e pensadores do meio cristão. Aprendo muito com as diversas formas de pensamentos e vejo que desde então a minha fé tem se tornado mais madura. Sou também edificado por pregadores avivalistas, apóstolos, missionários, pessoas consagradas que vivem dia-a-dia os milagres de Deus. Tenho tentado, dentro das minhas possibilidades, equilibrar-me entre uma fé emocional e uma fé racional. A virtude. Entretanto, muita vez tenho sido levado à parcialidade, tornando-me um crítico ferrenho do oposto momentâneo.
Explico-me. Por vezes sou levado a pensar Deus com a minha razão, como se Ele fosse mais uma disciplina a ser estudada, alguém que pode ser entendido pela lógica, por seu passado de milagres e manisfestações. Logo, principio o endurecimento do meu coração e afasto para longe minhas emoções. No entanto, Deus me surpreende. Quando penso em cair na armadilha de racionalizar a minha fé. O Senhor me faz enxergar um mover diferente. O simples sopro do Espírito faz meus olhos e coração voltarem ao Criador. Minha fé oscila numa gangorra. Equilibra-se, somente, pelo contra-peso da Graça.
"É preciso haver entendimento e também fervor, pois se o coração tiver calor sem luz, nada de divino ou celestial haverá nele. Por outro lado, a luz sem calor, uma mente repleta de noções e especulações, com o coração frio e indiferente, também nada terá de divino." - Jonathan Edwards. Saindo da amostra para o todo. Ao invés de críticas baratas e preconceituosas, seriamos, muito mais, edificados pela unidade e equilíbrio. Deixemos de lado as diferenças. Chega de cristianismo egoísta. Deus tem esse poder de nos contrabalancear. O tempo é agora.