segunda-feira, 8 de outubro de 2007

Maravilhosa Graça

"O filme-documentário de Bill Moyers a respeito do hino Amazing Grace inclui uma cena filmada no estádio de Wembley, em Londres. Diversos grupos musicais, principalmente bandas de rock, estavam reunidos celebrando as mudanças na África do Sul e, por algum motivo, os responsáveis pelo evento seleccionaram uma cantora de ópera, Jessye Norman, para o número final.
O filme pula para trás e para a frente entre as cenas da multidão indisciplinada no estádio, e Jessye sendo entrevistada num dos camarins. Durante doze horas grupos de Rock como Gun’n’Roses atordoaram a multidão com palavras de ordem, irritando os fãs já alterados com álcool e drogas. A multidão grita pedindo mais apresentações no palco e os grupos de rock atendem. Enquanto isso Jessye está no seu camarim discutindo “Amazing Grace” com o entrevistador Moyers.
O hino fora escrito, como se sabe, por John Newton, um mercador de escravos vulgar e cruel. Clamou a Deus pela primeira vez no meio de uma tempestade mas continuou a exercer o comércio mesmo depois da sua conversão. Ele escreveu o hino “How sweet the Name of Jesus Sounds” (Como é doce o Nome de Jesus) enquanto esperava num porto africano um carregamento de escravos. Mais tarde, entretanto, renunciou a esta actividade profissional, tornou-se ministro do evangelho e juntou-se a William Wilberforce na luta contra a escravidão. John Newton nunca se esqueceu das profundezas de onde foi tirado. Quando se converteu nunca mais perdeu de vista a graça. Quando escreveu “... que salvou um miserável como eu”, queria dizer isso mesmo de todo o coração.
No documentário, Jessye Norman conta a Bill Moyers que Newton talvez tivesse tomado emprestada uma antiga melodia cantada pelos próprios escravos, redimindo a canção, exactamente como ele fora redimido.
Finalmente chegou a hora dela cantar. Um simples círculo de luz acompanha Jessye, uma majestosa mulher afro-americana usando um esvoaçante dashiki africano, enquanto atravessa o palco. Sem nenhum instrumento musical de acompanhamento, apenas Jessye. A multidão agita-se nervosa, quase ninguém reconhece a diva da ópera. Uma voz grita pedindo Guns’n’roses e outros juntam-se ao grito. A cena começa a ficar pesada.
Sozinha, à capela, Jessye começa a cantar, muito lentamente, os primeiros versos do hino. Então uma coisa espantosa aconteceu no estádio de Wembley naquela noite. Setenta mil fãs roucos ficaram em silêncio diante da ária da graça.
Quando Jessye chegou à segunda estrofe: “Tal graça me levou a temer assim que em Deus eu cri...” a soprano já tinha a multidão nas suas mãos.
Ao chegar à terceira estrofe: “Por provas duras passei ... mas pela graça irei morar na eternal mansão...” diversas centenas de fãs estavam cantando junto, cavando no seu íntimo as profundas lembranças já esquecidas em busca das palavras que haviam ouvido à muito tempo e que poderiam saciar a sede das suas almas.
Jessye confessou mais tarde que não tinha ideia do poder que desceu sobre o estádio Wembley naquela noite.
Quando a graça desce, o mundo silencia diante dela."

[Maravilhosa Graça - Philip Yancey]

é... o mundo precisa de graça.

5 comentários:

krina disse...

ehhh.. o mundo precisa de graça sim.. e de muita misericórdia! hehehhe...

legals esse trecho aew!

bjinhO

Lais Mouriê disse...

Quero ver!!!!

Bjos amelísticos e parabéns pelo blog!

Palomilla disse...

Quero ver também.. Será que dá pra achar fácil nas locadoras? Porque as daqui não são lá muito boas.. —.—'

Beijos =****

Isa Zeta disse...

Gostei.
Deu vontade de conhecer.

Blog bem legal o seu. Passarei aqui mais vezes.

Alice disse...

Gostei daqui.