segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Sobre a fé

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Muitas são as vezes que preciso parar. É bobo escrever "sobre..." mas isso me organiza. Minhas idéias e sentimentos, por vezes tão controversos, colocados na ponta do lápis ou do teclado, parecem menos feios, menos agressivos e muito mais fáceis de se entender. Por isso escrevo, para entender-me e mudar-me.
E como é de prache, mais uma vez fui pego. Já relatei diversas vezes de como sou tocado quase sempre simultaneamente na mesma área. Passo dificuldade em tal área e tá lá... algum tempo depois uma palavra, uma leitura ou um sentimento mostram-me o quanto aquela tal área precisa ser restaurada. Por um lado é bom, por outro, devido ao meu orgulho, parece-me ruim.
Há uma passagem dos evangelhos cujo tema é a fé, penso. Nela, os discípulos indignam-se com a atitude passiva de Jesus ante à tempestade que ameaçava o barco (diga-se de passagem que Jesus dormia e que não demonstrava qualquer reação com relação ao desespero das pessoas a bordo). Indignados, desesperados e apavorados os discípulos clamam para que Jesus acorde e que tome alguma atitude sobre tudo aquilo. Jesus, com ternura, levanta-se, despede a tempestade e ponto (pronto)... tudo se resolve.
É estranho como as coisas acontecem na minha vida. Foram muitas as vezes em que me decepcionei quando esperava muito, assim como foram muitas as vezes em que Deus me surpreendeu quando eu não esperava nada. Tenho andado ansioso, ainda que tudo pareça se encaixar.
Um dia de cada vez, é assim que a Bíblia trata o amanhã: "Portanto, não vos inquieteis com o dia de amanhã, pois o amanhã trará os seus cuidados; basta ao dia o seu próprio mal." Mateus 6:34.
Deus, ajuda-me na minha falta de fé.

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Em 6 passos o que faria Jesus [2]

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Para encontrá-lo, é preciso apenas estar fazendo o que você faz sempre: é ele que virá inevitavelmente ao seu encontro, quer você seja um cego esperando uma esmola na beira do caminho, um agiota caminhando desiludido para seu posto de coleta, uma mulher andando em direção ao poço para puxar água. Você pode não saber com quem está falando, mas ele já está todinho ali, na sua cidade, no seu círculo, na sua cultura. Nada na aparência dele ou na sua conduta parece ostentar ou garantir a santidade que os religiosos anunciam como uma trombeta. Se esse sujeito é um profeta e um santo, trata-se do primeiro da espécie que não lhe parece ser essencialmente diferente de você. Ele irá invariavelmente aceitar o seu convite para sair, para jantar, para ir à sua casa, para conhecer uns amigos, para visitar um doente, para beber uma jarra de vinho.

- Paulo Brabo

sábado, 17 de outubro de 2009

Felicidades!

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Hoje é um grande dia para dois grandes amigos, Carol e Wilsinho. Acabei de fazer a compra do presente de casamento deles, via internet. Agradeço à modernidade que me traz confortos como esse. No entanto, ao tentar escrever uma breve carta ao casal, deparei-me com a quantidade máxima de 600 caracteres. Problema. 4 tweets não são o suficiente. Logo, posto aqui um trecho que eu havia escolhido para enriquecer a carta:
"Durar? É estar no tempo, mas na continuidade do tempo. É ter um passado, que cresce. É ter cada vez menos futuro. É levar a peito o presente, em vez de ser levado por ele como uma criança. É levar a peito a própria morte. É amadurecer, caso se consiga. É envelhecer, pois é preciso. É continuar vivendo, lutando, agindo, amando. E superar a fadiga, o tédio, o desgosto, o pavor, o horror. E de quanta coragem precisamos apesar de tudo! Banalidade de tudo, exceto do pior. Fastio de tudo, exceto do melhor. Isso não impede a felicidade, aquela de que continuamos capazes, ou de nos tornarmos capazes.."
- André Comte-Sponville
Desejo todas as bençãos sobre a vida desse precioso casal. Felicidades, sonhos e sonhos! :)

domingo, 11 de outubro de 2009

Em 6 passos o que faria Jesus [1]

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"Sempre que cedemos à tentação de trocar a confusão transpirante do mundo pelo conforto harmonioso e acolhedor de uma comunidade cristã; sempre que aceitamos o abraço exclusivo de uma subcultura de qualquer estirpe em detrimento da cultura no seu sentido mais amplo; sempre que dividimos nossa experiência entre uma esfera religiosa e uma profana que não chegam a se tocar; sempre que os recusamos a consentir qualquer associação com música "do mundo", filmes "do mundo" e pessoas "do mundo"; sempre que negamos nossa presença, nossa companhia e nossa lealdade a gente que em seu estado atual não julgamos merecê-las; sempre que reservamos nossas noites, nossos feriados e nossos fins de semana para o convívio com gente cuja santidade os torna inerentemente distinta da massa dos mortais - estamos (como diz a música "do mundo") escolhendo errado nosso super-herói."
- Paulo Brabo

sábado, 10 de outubro de 2009

Sobre a paixão

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Há algum tempo, percebo que alguns assuntos e tópicos tornam-se motivadores da minha vida cristã. Não como motores, mas como desembaçadores da minha caminhada. Penso que Deus ajuda-me a refletir, gerando em meu íntimo o anseio da mudança. Positivo, penso.
Semana passada, comecei a ler o livro "A vida do Artista", do Rory Noland. Incrível como o livro ajuda-me a digerir e entender algumas situações recorrentes no meu dia-a-dia. Através de exemplos, o autor simplifica conflitos existentes nas igrejas e ministérios.
Logo no início do livro, chamou-me a atenção o tópico "O poder da paixão". Lá, Noland discorre da importância da paixão na vida do artista, isso mesmo... a paixão. A paixão, por tantas vezes condenada, é importante para nos motivar e encorajar. Pense como as pessoas apaixonadas parecem mais vivas! É muito bom estar ao lado daqueles que gostam do que fazem e têm paixão por aquilo. Olham para o futuro com esperança, porque sempre acreditam que o melhor ainda está por vir. Nelas, "o entusiasmo pela vida é contagiante".
Sinto em dizer que nem sempre sou apaixonado. Nem sempre ajo apaixonadamente por Cristo em minha forma de viver; pelo contrário... falho. Por vezes, perco a paixão de vista. Torna-se algo distante, lembrada como passado.
Na Bíblia, encontramos pessoas apaixonadas por aquilo que faziam. Cito Davi, Paulo e Pedro. Homens que viveram apaixonadamente pelo Deus que lhes trouxe graça. O salmista escreveu: "Como a corça anseia pelas águas correntes, a minha alma anseia por ti, ó Deus. A minha alma tem sede de Deus, do Deus vivo. Quando poderei entrar para apresentar-me a Deus?" (Sl 42:1,2). Paulo descreve sua paixão por Cristo em: "porque para mim o viver é Cristo e o morrer é lucro" (Fp 1:21). Embora Pedro fosse considerado impulsivo, Jesus o apelidou de "a Rocha" e edificou sua igreja sobre ele. Apaixonado, Pedro fez apelos que levaram milhares de perdidos a conhecerem a Cristo.
"Deus sabe que a nossa vontade varia. A paixão não é uma emoção que devamos desenvolver. Ela é conseqüência da dedicação de vivermos a aventura que Deus tem para nós e experimentarmos as riquezas profundas da vida interior." - Rory Noland.
Desejo: que a paixão seja viva em tudo o que eu fizer e viver. Quero: apaixonar-me pela vida diariamente. Vou: escrever, ler, cantar, dançar, jogar futebol e estudar. trabalhar, imaginar, sonhar e viver. tudo, apaixonadamente. Vislumbro: ser alguém que tem paixão por cumprir a vontade de Deus. Amarei: "com devoção irresistível".

sábado, 3 de outubro de 2009

Li em setembro de 2009

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Começo compartilhando que tenho novidades, entretanto não as compartilho. Deixo de contar agora para criar um certo suspense e deixá-los curiosos. Na verdade, conto mais para frente, quando a coisa começar a caminhar. Enfim, num outro post talvez.
Setembro foi um bom mês com boas leituras. Livros lidos em setembro:
O livro mais mal-humorado da Bíblia - Ed René Kivitz
Olga - Fernando Morais
Por que você não quer mais ir à igreja - Wayne Jacobsen e Dave Coleman

Recomendo-os. No entanto, observo que O livro mais mal-humorado da Bíblia já está entre os melhores livros lidos em 2009. Ed René é fera!
E que venha outubro, os projetos e os livros.