segunda-feira, 29 de outubro de 2007

Uma verdade inconveniente

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Nesse sábado assisti ao documentário do "ex-futuro presidente dos EUA", Al Gore. Interessante a forma com que ele explica o efeito estufa, suas causas e suas consequencias. Com uma pitada de humor e algum embasamento científico, o filme deixa claro que se o mundo não diminuir a emissão de CO2 na atmosfera, provavelmente, teremos um habitat muito diferente nos próximos 40/50 anos. Já imaginou nosso planeta sem as calotas polares? ou então sem a Antartida? Infelizmente, isso é o que tem acontecido. Até os ursos polares têm sido afetados com o "efeito estufa"! Devido ao derretimento dos icebergs, muitos nadam... nadam e morrem de exaustão. Soa até engraçado esse fato, mas nos leva a refletir de como ainda estamos "cagando e andando" para o nosso planeta, pense que já não são mais somente os ursos polares que têm morrido afogados, mas milhares de pessoas que sofrem com chuvas, tufões e furacões.
O efeito estufa, como temos visto, fora da sua realidade "normal", é muito mais que uma teoria para limitar os rendimentos capitalistas das grandes empresas; ele é um alarme ao mundo. Se não tomarmos consciência da tragicidade que vemos todos os dias por meio de jonais e revistas; o planeta, provavelmente, será muito pior para as gerações vindouras.
Que venha a nós aquele sentimento de "VAMOS SALVAR O MUNDO"!

sexta-feira, 26 de outubro de 2007

Neologismo

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"Beijo pouco, falo menos ainda.

Mas invento palavras

Que traduzem a ternura mais funda

E mais cotidiana.

Inventei, por exemplo, o verbo teadorar.

Intransitivo.

Teadoro, Teodora."


[Manuel Bandeira]


... suspiros?! -.-"

quarta-feira, 24 de outubro de 2007

Um susto

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Tive uma tarde muito agradável hoje. Depois do almoço, satisfeito pela comida da vovó, veio aquele sono costumeiro do pós-meio-dia. Como minha tarde seria livre, acabei me rendendo ao delicioso colchão de casal jogado no centro da sala da tv. Acordei sozinho, sem ninguém berrando pelo meu nome ou coisa parecida, e chovia... uma chuva fresca mas também muito intensa. Levantei-me e fui ao computador para verificar e-mails, scraps, comentários e etc. Bateu a fome, e corri até a cozinha; preparei dois pães com manteiga e um chá bem quentinho. Fui até o sofá e terminei de ler o livro que no dia anterior havia começado. Dormir, chuva, internet, comida e livros. Ahhh.. que gostoso! Enquanto eu ainda refletia sobre minha tarde inspiradora, o telefone tocou.
trim.. trimmmmm...
- Alô?!
- Alô... phael, você quer pastel?
- Ahan... pode trazer.
- Tá bom... estou com dor de cabeça e já volto pra casa.
- ...
Uma luz forte atravessara o céu e meus tímpanos quase estouram pela força do choque.
CABRUMMMMM...
Maldito raio caiu na linha do telefone e me "eletrocutou". Levou alguns minutos para eu me dar conta do ocorrido e me assustei ao pensar que poderia ter morrido caso a descarga elétrica fosse maior.
Meu ouvido direito ainda lateja.
Estranho... muito estranho pensar que quase morri depois de uma tarde tão amelística.

domingo, 21 de outubro de 2007

Let's change the world?!

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Fiquei animado com algumas coisinhas que têm acontecido nesses dias. Você já teve a impressão de ouvir uma "vozinha" na sua mente? ou sei lá... achar que você deve fazer alguma coisa só por que sua consciência está martelando na sua cabeça que você deve fazer? Pois bem, isso é algo que me tem acontecido. Parece que as "vozinhas" da minha consciência têm insistido em me dizer que devo fazer algo pelo mundo. É difícil, eu sei, mudar o mundo inteiro... mas quem sabe se cada um fizer a sua parte a gente não acelera esse processo. Aí você me pergunta... tem como eu fazer algo que venha a impactar o mundo? Sinceramente, acho difícil. Mas quem sabe um movimento tipo "corrente do bem" em que cada um faz algo que o próximo não consiga fazer?!
Ah... seria, ao menos, um começo, um passo para mudarmos o mundo.
Ou quem sabe não seja mais simples? Talvez, só falarmos de um perfeito "amor" que tudo sofre e tudo suporta. Sabe? Sobre João 3:16? "Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu seu filho unigênito para que todo aquele que nEle crê não pereça, mas tenha a vida eterna."
Falarei, portanto, ao mundo desse AMOR!

quarta-feira, 17 de outubro de 2007

E é no Maracanã!

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Hoje é dia de jogo da seleção. Eu sei que pra muita gente isso não importa muito, mas o fato é: Brasil no Maracanã só pudemos ver há 7 longos anos atrás. Tá certo que nas recentes apresentações do time de dunga só vimos o mínimo do potencial "futebolístico" da nossa seleção, mas convenhamos, um jogo no Maracanã lotado deve mexer com qualquer um, mesmo com aquele amigo chato que diz que odeia o futebol e que moraria fora do Brasil só para estar distante dessa paixão nacional.
Nesta hora, o Dunga deve estar repassando as últimas estratégias para seus jogadores, tomara que ele esteja pensando na posssibilidade de cortar o Wagner Love da seleção, não entendo como o Brasil não tem um centro-avante que preste! Dá até aquele ataque de nervos quando vejo o nosso meio de campo tentando se entender com os nossos centro-avantes pernas de pau, por mais que nossos Ronaldinho, Kaká e Robinho se esforcem com dribles e passos geniais, nossos abençoados atacantes não fazem GOL!
Deixemos os comentários e desabafos para depois do jogo.

segunda-feira, 8 de outubro de 2007

Maravilhosa Graça

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"O filme-documentário de Bill Moyers a respeito do hino Amazing Grace inclui uma cena filmada no estádio de Wembley, em Londres. Diversos grupos musicais, principalmente bandas de rock, estavam reunidos celebrando as mudanças na África do Sul e, por algum motivo, os responsáveis pelo evento seleccionaram uma cantora de ópera, Jessye Norman, para o número final.
O filme pula para trás e para a frente entre as cenas da multidão indisciplinada no estádio, e Jessye sendo entrevistada num dos camarins. Durante doze horas grupos de Rock como Gun’n’Roses atordoaram a multidão com palavras de ordem, irritando os fãs já alterados com álcool e drogas. A multidão grita pedindo mais apresentações no palco e os grupos de rock atendem. Enquanto isso Jessye está no seu camarim discutindo “Amazing Grace” com o entrevistador Moyers.
O hino fora escrito, como se sabe, por John Newton, um mercador de escravos vulgar e cruel. Clamou a Deus pela primeira vez no meio de uma tempestade mas continuou a exercer o comércio mesmo depois da sua conversão. Ele escreveu o hino “How sweet the Name of Jesus Sounds” (Como é doce o Nome de Jesus) enquanto esperava num porto africano um carregamento de escravos. Mais tarde, entretanto, renunciou a esta actividade profissional, tornou-se ministro do evangelho e juntou-se a William Wilberforce na luta contra a escravidão. John Newton nunca se esqueceu das profundezas de onde foi tirado. Quando se converteu nunca mais perdeu de vista a graça. Quando escreveu “... que salvou um miserável como eu”, queria dizer isso mesmo de todo o coração.
No documentário, Jessye Norman conta a Bill Moyers que Newton talvez tivesse tomado emprestada uma antiga melodia cantada pelos próprios escravos, redimindo a canção, exactamente como ele fora redimido.
Finalmente chegou a hora dela cantar. Um simples círculo de luz acompanha Jessye, uma majestosa mulher afro-americana usando um esvoaçante dashiki africano, enquanto atravessa o palco. Sem nenhum instrumento musical de acompanhamento, apenas Jessye. A multidão agita-se nervosa, quase ninguém reconhece a diva da ópera. Uma voz grita pedindo Guns’n’roses e outros juntam-se ao grito. A cena começa a ficar pesada.
Sozinha, à capela, Jessye começa a cantar, muito lentamente, os primeiros versos do hino. Então uma coisa espantosa aconteceu no estádio de Wembley naquela noite. Setenta mil fãs roucos ficaram em silêncio diante da ária da graça.
Quando Jessye chegou à segunda estrofe: “Tal graça me levou a temer assim que em Deus eu cri...” a soprano já tinha a multidão nas suas mãos.
Ao chegar à terceira estrofe: “Por provas duras passei ... mas pela graça irei morar na eternal mansão...” diversas centenas de fãs estavam cantando junto, cavando no seu íntimo as profundas lembranças já esquecidas em busca das palavras que haviam ouvido à muito tempo e que poderiam saciar a sede das suas almas.
Jessye confessou mais tarde que não tinha ideia do poder que desceu sobre o estádio Wembley naquela noite.
Quando a graça desce, o mundo silencia diante dela."

[Maravilhosa Graça - Philip Yancey]

é... o mundo precisa de graça.

segunda-feira, 1 de outubro de 2007

"A vida inteira que podia ter sido e que não foi."

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Manuel Bandeira já escreveu. Muitos já pensaram a respeito. E eu penso: "a vida inteira que podia ter sido e que não foi." Tá certo que não sou um velho gagá, mas mesmo nessa curta distância de vida que caminhei, idealizo, sonho e penso sobre uma vida que podia ter sido mas que não é.
E se eu conseguisse ir onde desejava? e se eu tivesse tido o que queria? Como seria se tivesse tudo aquilo que um dia sonhei e planejei? perguntas sem respostas. E se... é tudo o que posso.